Capital do Móvel

Paços de Ferreira tem o mérito de ter conseguido afirmar-se no País como Capital do Móvel. Abonada com o talento e engenho das suas gentes, a cidade combina em si aptidões tecnológicas e recursos humanos que lhe permitem garantir o seu dinamismo económico e competitividade não só a nível nacional mas também a nível internacional. Aqui são combinados o saber mais tradicional da arte de fabricar mobiliário e os recursos tecnológicos e industriais mais avançados, o que permite às empresas alcançar a rentabilidade e flexibilidade necessárias para fazer face às oscilações de mercado e de procura. A cidade começou a investir nesta área da economia desde tempos remotos, tendo tido como base o mobiliário escolar. Para isso foi preponderante o contributo de Albino de Matos, filho da terra, cujo principal objetivo foi lançar em Portugal um método de ensino especial, baseado na reforma do mobiliário escolar. Para tal, teve como princípio substituir o que considerava mobiliário inadequado e “anti-higiénico” por novos modelos, cuja prioridade seria exatamente a higiene e a adequação a usos pedagógicos. Foram assim dados os primeiros passos do que viria a ser o mister que sustentou a transformação de Paços de Ferreira em Capital do Móvel. Desta forma, ao longo dos anos, o mobiliário de Paços de Ferreira sofreu uma transição de indústria tradicional para uma atividade moderna e compe­titiva, em que a preocupação constante em inovar é notável, como é comprovado pelos sucessivos concursos de design organizados e pelo recurso a nomes sonantes como Siza Vieira.